Kandinsky no CCBB

Enquanto passeava pela Praça da Liberdade na sexta, me lembrei e decidi fazer uma visitinha ao CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) para ver a exposição de Kandinsky, que tanto me foi recomendada. O CCBB daqui de BH participa do Circuito Cultural da Praça da Liberdade, que é muito bem conceituado, eu, que nunca o fiz inteiro, fico doida pra ir só pelo tanto que falam bem.

Enfim, como a exposição principal atualmente é a do Kandinsky, foi a primeira à qual me dirigi. A exposição está em dois andares, e como costuma ter muitos visitantes, você deve começar pelo segundo andar e pegar uma senha, talvez tenha que esperar um pouquinho na fila. Como fui em um horário não muito cheio, estava vazio e entrei rapidinho. Tudo pode ser fotografado sem flash (só fui descobrir do meio pro final :/).

Kandinsky 3

Apesar de ter se formado em Direito, Kandinsky não seguiu a carreira. O artista russo se mudou para Munique, na Alemanha, em 1896, para estudar artes. No entanto, as aulas eram focadas no realismo, que não era bem o que ele gostava. Então, ele passou a desenvolver sua própria estética, e com influências impressionistas, ele retratava figuras humanas, objetos naturais e fazia menções à arte popular russa. Com o tempo os contornos ficaram mais imprecisos e sua arte passou a fazer vagas referências ao real.

     Kandinsky 2

O legal da exposição é que você tem esse contato com a própria arte do Kandinsky e suas influências. Vemos as xilogravuras em conjunto com a arte russa, as pinturas em óleo com a arte ancestral e por fim, as artes abstratas com a música.

A exposição é muito grande, mas vale ressaltar que nem todas as obras presentes são dele. Diversas obras de sua segunda esposa, Gabrielle Muenter, estão presentes, assim como as de artistas que acompanharam ou influenciaram Kandinsky, como Paul Klee e Jaap Schröder. As obras de Gabrielle são dignas de uma exposição só para ela, simplesmente genial.

Gabrielle : Gabrielle Muenter

No primeiro andar do CCBB temos a exposição “Movimentos”, do artista plástico André de Castro. O trabalho montado por André se baseia em retratos feitos a partir de silkscreen, um processo de impressão no qual a tinta é vazada através de uma tela preparada. Os retratos foram produzidos a partir de um contato do artista com partidários de várias manifestações, ele pediu para que eles respondessem à um questionário e solicitou o envio de imagens dos manifestantes, e também palavras, objetos, músicas e cores que revelassem a ideologia do movimento. O resultado é lindo e original. A exposição é pequena, mas bem representativa, vale a visita.

O CCBB BH fica aberto de quarta à segunda, das 9h às 21h. A exposição “Kandinsky: Tudo Começa Num Ponto” ficará lá até o dia 22 de junho, já a “Movimentos” estará exposta até o dia 25 de maio.

CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil)

Praça da Liberdade, 450, Funcionários. Telefone (31) 3431 9400

Entrada Franca

Julia – A Cara

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