Um pouco de Portugal – parte I

Hoje vou contar um pouco sobre nossa viagem à Portugal. Como visitamos algumas cidades vou dividir em alguns posts para ficar mais fácil a leitura.

Parte I

Fátima, Ourém e Coimbra 

Chegamos em Lisboa e no aeroporto mesmo pegamos o carro que havíamos reservado pelo site http://www.rentcars.com. Seguimos viagem rumo a Ourém, uma cidade distante 132 km de Lisboa.  Cabe abrir um parênteses sobre a excelente condição e infraestrutura das rodovias em Portugal! Autopistas modernas e muito bem cuidadas.

Eu queria visitar a cidade de Fátima que faz parte do concelho (sim, concelho com “C” mesmo) de Ourém. Como em Ourém há um castelo medieval, então estivemos em Fátima na parte da tarde e depois fomos a Ourém onde nos hospedamos numa pousada de charme, Pousada Conde de Ourém, próxima às ruínas do Castelo de Ourém.  Vou contar como foi em cada lugar.

Fátima

Fiquei admirada com toda a estrutura voltada aos fiéis de Nossa Senhora do Rosário de Fátima. Nesse ano se comemora o Centenário da aparição de Nossa Senhora aos jovens Lúcia, Jacinta e Francisco em Fátima (esses dois últimos foram canonizados).O Papa Francisco esteve lá em 13 de Maio para as comemorações.

Há a Capelinha das Aparições (local onde houveram a maior parte das aparições de Nossa Senhora aos jovens), a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, a Colunata, a Basílica da Santíssima Trindade, o Recinto de Orações, um local para se acender as velas e uma calçada que leva da Basílica da Santíssima Trindade até a Basílica de Nossa Senhora, por onde os fiéis cumprem suas promessas percorrendo o caminho de joelhos. É muita fé envolvida!

Ourém

Bem, como disse,  fomos dormir em Ourém numa pousada excelente. Jantamos na própria pousada um bacalhau delicioso! No outro dia fomos conhecer o Castelo e passeamos pelas ruas da cidade histórica. A vista do castelo é linda! Ventava muito mas isso não diminuiu a beleza e o encantamento do lugar.

Coimbra

Seguimos para Coimbra. Nos hospedamos próximo à Quinta das Lágrimas e Convento de Santa Clara. No primeiro dia demos um passeio pelas ladeiras históricas e íngremes, passando pelo Arco de Almedina e pela  Sé Velha,  até chegar na Universidade de Coimbra. Uma estrutura enorme, com estudantes de diversos lugares do mundo, numa das Universidades mais antigas e famosas da Europa. A vista da cidade lá do pátio da Universidade é muito bonita também. Muitos turistas!

À noite jantamos no Solar do Bacalhau, um restaurante com ótimas opções em bacalhau em peixes. Bebi água com gás Pedras Salgadas – sim, a água é levemente salgada! Tem bicarbonato de sódio na composição, que já serve como digestivo, né?

coimbra 3

O que mais me impressionou na cidade? Bem, imagino que devido à crise que Portugal atravessou, os monumentos históricos não são muito preservados. Achei a parte histórica um pouco decaída, prédios muito antigos sem conservação. Até a Fonte das Lágrimas e a Fonte dos Amores estavam com poucos cuidados. Fonte das Lágrimas que foi palco da história que deu origem ao ditado “Inês é morta”.

Vou contar a história:  O romance proibido de D. Pedro com a dama de companhia Inês de Castro deu o que falar no século 14.

Ele era filho de D. Afonso IV, rei de Portugal. E ela, empregada da mulher dele.

Como os casamentos da corte eram arranjados, Dom Pedro foi obrigado a se casar com Constança. Mas seu coração pertencia à dama de companhia da mulher, Inês de Castro.

Eles se tornaram amantes, um escândalo na corte. O rei, então, exilou Inês afastando-a de Pedro. Mas os apaixonados continuaram a se corresponder.

Após a morte de Catarina, D. Pedro ordenou a volta de Inês a Coimbra, para viver seu grande amor. O rei ficou furioso!

Certo dia, quando D. Pedro saiu para caçar, Inês foi degolada a mando do rei. Ao saber, Pedro ficou desolado.

Ele se vingou dos assassinos, arrancando-lhes o coração com as mãos.

Cinco anos depois de morta, D. Pedro mandou coroar Inês, pois jurava ter se casado escondido, o que fazia dela uma rainha.

Na ocasião, colocou o corpo de Inês no trono, pôs uma coroa em sua cabeça e obrigou toda a corte a beijar a mão do cadáver.(fonte: www.http://entretenimento.r7.com)

Que história, heim?!!!!

Próxima à Fonte dos Amores há muitos laços de fitas vermelhas e brancas amarradas nas árvores simbolizando os amores entre os casais que a visitam.

Só posso dizer que é um lugar que se celebra o amor perdido (fonte das lágrimas onde Inês chorou e onde foi morta) e o o sentimento que une os casais visitantes.

Bem, hoje vou ficando por aqui. Em breve conto mais sobre o que vimos em Portugal.

Um povo simpático e hospitaleiro, num país cheio de história!

Gostou? Curte aí abaixo…

Você tem algo a contar sobre Portugal? Alguma curiosidade? Compartilhe conosco.

 

Viagem de BH a Itambacuri

Conheci meu marido há muito tempo em Curitiba e, ele como bom mineiro, me levou para conhecer sua terra. Nasceu e cresceu em Itambacuri, uma cidade pequena no nordeste de Minas Gerais.

Desde a primeira vez, viajando do Paraná para lá, percebi a diferença da topografia e sempre admirei as montanhas de Minas, os morros de pedras….Então pensei em mostrar para vocês um pouco desse caminho, de BH a Itambacuri, com seus pontos turísticos, estrada, um lugar para fazer um lanche delicioso e um pouco da paisagem. E aí vamos nós viajar um pouco….

Saindo de BH, pela BR 381, atualmente uma das estradas mais movimentadas e, consequentemente, mais perigosas do Brasil. O jeito é ter um pouco de paciência e muito cuidado. Passamos por Sabará, a primeira cidade histórica desse trajeto, fundada no fim do século XVII. Se quiser entrar na cidade, dê uma chegada na Igreja de Nossa Senhora do Ó- de 1717, uma das mais representativas do barroco mineiro, possui influência chinesa em sua arquitetura externa e na decoração interna, o seu nome é devido às ladainhas de Nossa Senhora que sempre começam com o Ó e seguem com algum louvor ou agradecimento; ou no Museu do Ouro, que reserva objetos associados ao período de extração do ouro em Minas Gerais durante o século XVIII . Há também peças do mobiliário luso-brasileiro dos séculos XVIII e XIX, pratariasarte sacra, aparelhos de chá, gomis e lavandas .Em 2006, o museu completou 60 anos.

nossa sra ó
Igreja Ns Sra Ó

Mais adiante teremos uma entrada à direita para Caeté, onde se localiza o observatório e o Santuário da Serra da Piedade, um lugar especial! Conta a lenda que uma menina muda, ao avistar no alto da Serra a imagem de Nossa Senhora, começou a falar. Desde então o local foi habitado por ermitões e devotos. Com uma vista maravilhosa, possui trilhas que nos levam à caverna do eremita e a avistar a região de Sabará e BH.

Santuário Ns Sra Piedade
Santuário Ns Sra Piedade

Voltando à BR 381, seguindo por mais alguns quilômetros chegamos à entrada de Ipoema, que faz parte da Estrada Real ( caminho percorrido por tropeiros na época do império, para transporte de ouro, gado e alimentos- partindo do Rio de Janeiro e chegando em Diamantina). Passando por lá não deixe de visitar o Museu do Tropeiro. Logo à frente há um entroncamento para a Serra do Caraça (  nome recebido devido a uma imagem nos morros, que formam uma cara), onde funcionou um colégio fundado há 195 anos, tradicional, que acolheu em seus bancos escolares muitas personalidades mineiras e brasileiras, entre elas os presidentes Arthur Bernardes e Affonso Pena.

Caraça
Caraça

Seguindo viagem, agora é hora da pausa para um lanchinho….Chegamos ao Belleus! Município de São Gonçalo do Rio Abaixo. Não deixe de provar o pão de queijo e os pastéis – são divinos!

Belleus
Belleus

Depois, passaremos por João Monlevade, e depois Nova Era. Anos atrás, como solução para um trecho da estrada com muitos acidentes e deslizamentos de terra, foi construído nesse local o Viaduto da Prainha – uma construção gigante, que de cima não se percebe muito, mas quem acompanhou a obra, durante uns 2 anos ou mais, sabe que é muito alto.

Viaduto da Prainha
Viaduto da Prainha

Bem, estamos chegando em Ipatinga, onde fica a sede da Usiminas, desde 1962. Cidade bem estruturada, com poder aquisitivo mais elevado que as outras da região, pois a economia gira pela produção do aço. Cortada pela Estrada de Ferro Vitoria-Minas, com aeroporto, shopping, universidade, enfim, tudo o que o que caracteriza uma cidade com seu porte (240 mil habitantes).

Aí chegamos ao Vale do Rio Doce- uma mesorregião composta por 102 cidades, sendo Governador Valadares a mais populosa, seguida por Ipatinga e Coronel Fabriciano.

Rio Doce
Rio Doce

Em Governador Valadares, podemos visitar o Pico do Ibituruna, de onde se pratica o voo livre. Cidade com clima quente, possui um comércio bem aquecido, universidade, shopping, muitos botecos, um bairro construído numa ilha, a Ilha dos Araujos- lugar lindo, mas sujeito às enchentes do Rio Doce.

Pico do Ibituruna
Pico do Ibituruna

E estamos chegando a Itambacuri, no Vale do Mucuri, depois de passarmos por várias cidades à beira da estrada, e dentre elas temos Chonim, Frei Inocêncio e Campanário.

Itambacuri, com um pouco mais de 22 mil habitantes, uma cidade tranquila, com povo acolhedor que festeja do final de julho até 02 de agosto a padroeira da cidade – Nossa Senhora dos Anjos. Festa religiosa, acompanhada pelo poder público, com atrações locais e nacionais. Traz para a cidade muitos romeiros, moradores antigos, comerciantes ambulantes, parentes dos moradores e moradores das cidades vizinhas. Vale a pena dar uma chegadinha lá, se você gosta de festa de igreja, com barracas, e shows na praça principal! Comer aquela comida típica, conhecer a zona rural….Descansar e se divertir!

Nossa Senhora dos Anjos
Nossa Senhora dos Anjos

Bem, é isso…

Espero que tenham gostado do passeio! Até a próxima…

Silvana – a Coroa

Arraial D’Ajuda e Caraiva

Arraial D’Ajuda

Um local eclético. Uma das praias do município de Porto Seguro, mas com características bem diferentes.  Na foto acima, fitinhas de Nossa Senhora D’Ajuda, ao fundo da Igreja, amarradas com pedidos feitos pelos devotos e turistas. Seguindo pela rua principal que vai da Praça até à beira mar, a Rua do Mucugê vale a pena ser percorrida à pé e mais de uma vez. O comércio é intenso e com muitas opções de cafés, sorveterias, bares e restaurantes. Você pode comer comidas típicas, prato feito ou jantar num dos restaurantes gourmet. Na praia muitos turistas no feriado e muitas opções de barracas para ficar e comer petiscos e tomar cerveja, ou água de coco do Seu Manoel na praia de Pitinga.

À Noite vale a pena dar uma passada no Morocha (assistimos uma banda de rock muito boa) ou no Beco das Flores, com bares e música ao vivo. Tivemos o prazer de conhecer a Vera Lyma, uma cantora local de enorme carisma e uma voz excelente, com videos no youtube, pra quem tiver curiosidade. Alegria é o nome dela.

Nosso jantar foi no Aipim, no Beco dos Jegues. Decorado com móveis antigos, mesclados com luminárias de vime, o restaurante oferece um cardápio diferenciado e acessível. A comida é deliciosa!

Caraiva

Depois de Trancoso, acesso por estrada de chão, chega-se a Nova Caraiva. Lá estacionamos nosso carro e atravessamos o rio num dos vários barquinhos disponíveis. Não há travessia de veículos.

Caraiva é um local feito pra descansar e contemplar. Um pequeno vilarejo com anfitriões simpáticos e boa comida e natureza preservada.

Fomos direto para o Boteco do Pará onde desfrutamos de uma moqueca de robalo excelente, servida embaixo de uma castanheira acolhedora.  Só que choveu muito, de repente. Nos molhamos pra caramba, inclusive no barquinho na volta. Mas valeu a aventura! Adorei!

Trancoso – Praia do Espelho e Quadrado

Trancoso- Praia do Espelho

Estivemos lá na semana do feriado de 1º de Maio. Ficamos na Pousada Enseada do Espelho, beira-mar, com uma decoração descontraída e de bom gosto, e um atendimento de primeira qualidade. Cama com dossel decorada com hibiscos pela manhã, comida deliciosa, amenidades da Natura, tudo muito perfumado e florido, e outros mimos. Um lugar pra descansar e sentir-se especial.

E da praia o que posso falar? Liiinda! Uma praia linda, com águas calmas e quentinhas, in natura, rodeada por falésias. O mar reflete o sol e parece mesmo um espelho. Não é à toa que é considerada uma das 10 mais bonitas da Bahia.

Trancoso- Quadrado

Como ir a Trancoso e não passar pelo Quadrado? Com a igrejinha no fundo e casinhas coloridas nas laterais onde funcionam restaurantes, lojas e pousadas, é um agradável local pra passear. Vá até o fundo da igreja e desfrute de uma linda vista do mar. Há muitos artesãos e alguns índios produzindo e vendendo seu artesanato- são muitos filtros dos sonhos, colares de sementes e bijuterias diversas, estilo hippie. Além disso também passamos por um campo de futebol improvisado em que os times de moradores se completavam com turistas e jogavam uma pelada no meio da tarde. Bem vindo à Bahia, onde tudo é descontração sem horários rígidos a cumprir, mas que sabe receber um turista com muita simpatia.

Silvana – a Coroa